É evidente que os governantes deste país só têm capacidade para governar quando tudo corre com relativa estabilidade (para alguns), mas deparando-se com qualquer espécie de crise que lhes exija medidas realmente eficazes, ái ái ái, aí agem como qualquer vulgar cidadão que face à adversidade mais não enxerga que cortes salariais e aumento de impostos.
À semelhança dos desportistas, os políticos não passam de adolescentes crescidos com egos delicados e as medidas de contenção preconizadas por este e pelos anteriores governos não necessitavam de licenciados pagos a peso de ouro para serem idealizadas.
Nem sequer é necessário ter muitos estudos para perceber a incapacidade crónica que transborda das bem-falantes mentes incompetentes que, rotativamente, nos governam. Para exemplo basta referir o que foi feito nestes 38 anos de “democracia" onde, "a luta contra a corrupção deveria ser uma tarefa fundamental das entidades públicas. Mas (...) o que se tenta prevenir de facto...é o combate à corrupção."
E, sem queimar neurónios e com um pouco de reflexão, qualquer ser com um coeficiente de inteligência mediano encontraria uma lista de medidas que realmente ajudariam o país a sair do buraco em que todas as sucessivas levas de governantes, mais preocupados em assegurar o provimento financeiro de alguns do que o do país, o meteram.
Como não tenho nem tempo, nem vontade, nem prazer em passar demasiado tempo a manusear esta geringonça digital, surripiei de um comentário de um anónimo a um artigo de um conhecido blog algumas medidas que aqui reproduzo e que, a serem implementadas até dava para aumentar salários e diminuir impostos… E o resto são cantigas!...
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-presidentes da República.
2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Regimes de aposentadoria como qualquer outro cidadão. Terminar com as mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Acabar com o financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.
6. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc., das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo país e acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias, para servir suas excelências e toda a sua prole oficial ou extra-oficial...
7. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos e colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.
8. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.
9. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de Penafiel tem sete administradores principescamente pagos... pertencentes às oligarquias locais do partido no poder.
10. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.
11. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
12. Resolver sériamente a trapalhada do BPN e BPP.
13. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
14. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
15. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
16. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
17. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".
18. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do país, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efetivamente dela precisam;
19. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária para que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".
20. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.
21. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
22. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
23. Pôr os Bancos a pagar impostos.
Pois é, humm... era um pouco complicado, não era… o Poder taxar os poderosos e retirar-lhes mordomias!...nãããã!... Mais fácil é mesmo reduzir salários de quem trabalha e aumentar os impostos para aqueles que são obrigados a gastar o pouco que recebem por trabalhar, em artigos maioritariamente comercializados por aqueles para quem trabalham.
Vencimentos com valores médios em termos de carreira...
Polícia...............€ 800,00 – Supostamente para arriscar a vida.
Bombeiro...........€ 960,00 - Supostamente para salvar vidas.
Professor...........€ 930,00 - Supostamente para preparar para a vida.
Médico...........€ 2.260,00 – Supostamente para manter a vida.
Deputado...... € 6.700,00 – Supostamente para quê?...